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Cariacica fará mapeamento pioneiro dos povos e comunidades tradicionais e de matrizes africanas

Por Tatiana Moura, postado em 21/02/2020
Fotos Lucas Calazans

Na próxima semana, a Prefeitura de Cariacica, por meio da Gerência de Igualdade Racial, dará início ao mapeamento socioeconômico dos povos e comunidades tradicionais e de matrizes africanas. A iniciativa permitirá que comunidades ciganas, pomeranas, indígenas, ribeirinhas e quilombolas existentes na cidade tenham acesso à direitos básicos como saúde e educação, além de nortear a criação de políticas públicas. O município será o primeiro do estado a fazer um mapeamento desta natureza.

A equipe técnica é composta por quatro integrantes da empresa paulista contratada pelo Executivo, junto a ela atuarão representantes das Secretarias de Assistência Social, Saúde, Educação, Cultura, servidores das Gerências de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, servidores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e voluntários adeptos às religiões de matrizes africanas.

O mapeamento, que será feito por meio da aplicação de questionários, será dividido em três fases, sendo: diagnóstico, aplicação do questionário relacionado às demandas extraídas no diagnóstico e conclusão do projeto.

Para facilitar a tabulação dos dados o levantamento será dividido por regiões, a primeira a ser contemplada será a Região 1, que abriga os bairros Aparecida, Flexal I e II, Santa Rosa, Modelo, Nova Canaã, Porto de Santana, Porto Novo, Presidente Médici e Retiro Saudoso.  

Após a finalização do mapeamento as secretarias envolvidas criarão critérios de acolhimentos às comunidades tradicionais, já as quase 100 casas de Umbanda e Candoblé receberão registros, terão direito a CNPJ, alvará de funcionamento e isenção do IPTU.  

O gerente de Igualdade Racial, Sandro Cabral Silva, afirma que os praticantes das religiões receberam a notícia com entusiasmo e satisfação.  

“As pessoas batem palma, porque isso é algo de grande generosidade da gestão para com os povos de terreiros, são casas que têm mais de 80 anos, que têm evidência cultural dentro do município e não têm reconhecimento. Essa iniciativa combate a intolerância religiosa e o desrespeito”, explica.  

A previsão é que os trabalhos sejam concluídos até dezembro de 2020.      

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