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Versões românticas e poéticas de lendas e histórias capixabas em livro de Andréa Espíndula

Que São João Batista é o padroeiro de Cariacica já é fato. Mas, como é que o primo de Jesus chegou a esse posto? Aquela formação rochosa na Pedra Azul, em Domingos Martins, com formato de um lagarto, pode ter a ver com um feitiço... E o que dizer do relógio da Praça Oito, em Vitória? Uma curiosa historieta pode explicar o motivo do aparelho ter perdido o ponteiro dos segundos. Essas e outras sete, digamos, versões livremente inspiradas em relação a lendas e fatos históricos do Espírito Santo estão no livro "Dez Lendas Capixabas que Nunca Te Contaram" (36 páginas, Editora Casaca, R$ 40). A obra, escrita por Andréa Espíndula e com ilustrações de Luiz Quintanilha, será lançada nesta quarta-feira (20), a partir das 14h, na varanda da Secretaria Municipal de Educação (Seme), em Itaquari. A publicação contou com recursos da Lei João Bananeira, gerida pela Secretaria Municipal de Cultura (Semcult), no valor de R$ 11.362. Andréa e o marido ilustrador são entusiastas em fazer o Espírito Santo mais conhecido por meio da literatura e das artes gráficas. Principalmente, atingindo os pequenos que se iniciam nas letras. Tanto é que lançaram obras mesclando passatempo e leitura, casos de "Colorindo Meu Espírito Santo", "Colorindo as Três Santas" e "Capixabinha". Mas desta vez o lúdico foi para um lado diferente. Professora da Emef Oliveira Castro, em Itaquari, ela promoveu um trabalho de interpretação de lendas e histórias populares com a turma do sexto ano. A partir das lendas, a garotada propôs criar histórias a partir da realidade e dos lugares que viviam. Começando pelo próprio colégio. "A gente começou a criar histórias relacionadas, por exemplo, ao nome do colégio, a como foi feita a construção. Claro, sem deixar de mencionar os fatos verdadeiros, foi feito pesquisa também. Mas o que me chamou a atenção é que, à medida que a gente desenvolvia esses textos literários, essas versões póeticas, a questão do pertencimento à escola, ao bairro ficava mais forte. Por que não levar esse exercício para outros lugares?", propôs. Assim, ela usou esse método com lendas e fatos históricos de cidades capixabas.  Na história reservada para Cariacica, ela propõe uma grande eleição no Céu. Os santos se oferecem como candidatos para serem os padroeiros da cidade. Entre eles, São João Batista que na sua campanha lembra que é da família de Cristo. Vai que a cidade tenha mais vantagem? "Outro história, que envolve Cariacica, e que imaginei foi a criação da estrada de ferro Vitória-Minas. A partir de uma mocinha mineira, que queria ter mais facilidade para visitar seus parentes daqui e ver o mar, nasce o namoro com um jovem engenheiro que, por acaso, estava preparando um projeto de uma nova linha férrea para a então Companhia Vale do Rio Doce", diverte-se.  Outras dessas "lendas" envolvem personagem históricos como o artista Homero Massena (1886-1964) que trabalhou nos afrescos e pinturas do Teatro Carlos Gomes. E também o imperador D. Pedro II (1825-1891), que na sua passagem por aqui, entre janeiro e fevereiro de 1860, esqueceu seu anel com o selo que carimbava e legitimava os seus decretos. "Imaginei o imperador dando falta do objeto depois de um baile no Palácio Anchieta, onde pernoitou. Pode ser que a joia esteja escondida lá...", narra, estimulando a imaginação. Outras dessas versões incluem a origem dos nomes da Cachoeira de Matilde (em Alfredo Chaves), do Morro do Moreno (em Vila Velha), da praia do Geamuté (em Aracruz) e também do formato da Biblioteca da cidade de Castelo, que tem formato de um castelo. Serviço: Lançamento do livro "Dez Lendas Capixabas que Nunca Te Contaram". Texto de Andréa Espíndula. Ilustrações de Luiz Quintanilha. Quando: quarta-feira (20), às 14h. Onde: Secretaria Municipal de Educação (Seme), Rua da Lage, 13, Itaquari, Cariacica. Preço de capa: R$ 40. Informações: 9 9970-6998. À venda nas livrarias e pedidos pelo email: andreaespindula@gmail.com

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