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Peça exaltando o poder feminino inicia temporada nas ruas de Cariacica Sede

Mulheres de ontem e de hoje tendo em comum a luta por seus direitos e valorização de seu papel na sociedade. Assim é a trama de “Todas as Ruas Têm Nome de Homem”, peça do grupo Confraria de Teatro e que, instiga a plateia a, além de fazer essa reflexão sobre o papel da mulher, também a descobrir uma outra faceta da própria cidade em que vive. O espetáculo cumprirá temporada em Cariacica Sede e estreia nesta sexta (18) e sábado, às 20h, sendo apresentada também no domingo, às 17h30. Ele retorna no outro fim de semana. A obra ganhou recursos da Lei João Bananeira, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, no valor de R$ 20.143,87. FOTO_Luara Monteiro (7)

“Num momento em que há tentativas de retrocesso em relação ao papel da mulher e às conquistas femininas, nosso grupo se coloca no papel de emitir um alerta sobre esse tipo de comportamento”, sintetiza Luana Eva, uma das atrizes da companhia. Ela explica que a peça é desenvolvida por meio de uma linguagem contemporânea com um formato onde a plateia não fica estática.

FOTO_Luara Monteiro (6)No elenco, Luciene Camargo, Ludmila Porto, Aidê Malanquini e Thiara Pagani. O trio encena mulheres que protagonizaram histórias passadas em 1893 e em 2018. “As atrizes apresentam as angústias e sonhos dessas mulheres, enquanto percorrem pontos de Cariacica Sede, com saída do Centro Histórico Eduartino Silva. Escolhemos 1893 por ser o ano em que o centro foi adquirido pela Prefeitura. O público caminha conosco e, ao mesmo tempo em que fica imerso nessas histórias, também vai sentindo e experimentando um novo olhar sobre o local que transita”, desenvolve a artista, sem querer detalhar quais as paradas dessa trajetória. “É algo que preferimos não revelar, só informo que foram feitos encontros e bate-papos com as mulheres do bairro onde traçamos uma verdadeira cartografia do feminino, a partir do que colhemos nessas reuniões”, sintetiza. FOTO_Luara Monteiro (3)

A peça estreou em maio de 2016 nas ruas da Cidade Alta, em Vitória. “O espetáculo nasceu do nosso incômodo com a informação de que o Espírito Santo, segundo o Mapa da Violência, era um dos Estados do Brasil mais violentos para as mulheres. Precisávamos discutir isto, colocando as pessoas para refletirem não por meio de dados frios e impessoais e sim com histórias vividas na cidade onde transitavam, onde viviam, onde sonhavam. São mulheres separadas pelo tempo mas em comum com o papel secundário relegado a elas, de estarem submissas, tanto no passado quanto no presente”, reforça.

Na capital, a montagem cumpriu uma agenda de 30 apresentações. Também participou da 11ª Edição do Festival Nacional de Teatro de Vitória, do Cena Local e do Sesc Aldeia Ilha do Mel, do Sesc Glória, foi indicada para um dos mais importantes projetos de circulação cênica do Brasil, o Palco Giratório, pelo Sesc Nacional.

Serviço

Datas: 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de maio.

Horário: Sextas-feiras e sábados, às 20h. Domingos, às 17h30.

Local: Cariacica Sede. Ponto de encontro: em frente ao Centro Histórico Eduartino Silva, em frente à praça Marechal Deodoro.

Capacidade: 30 pessoas.

Ingressos: gratuito. É necessário fazer reserva no telefone (27) 99762-1691.

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